ARTES NO IL: PRÓXIMO EVENTO:
DIA 27 DE AGOSTO - 17h00 -
SAGUÃO ...: PRÓXIMO EVENTO: DIA 27 DE AGOSTO - 17h00 - SAGUÃO DO IL ORQUESTRA DE CÂMARA - OCAM REGÊNCIA: FLÁVIA VIEIRA
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
ARTES NO IL: PRÓXIMO EVENTO:DIA 27 DE AGOSTO - 17h00 -SAGUÃO ...
ARTES NO IL: PRÓXIMO EVENTO:
DIA 27 DE AGOSTO - 17h00 -
SAGUÃO ...: PRÓXIMO EVENTO: DIA 27 DE AGOSTO - 17h00 - SAGUÃO DO IL ORQUESTRA DE CÂMARA - OCAM REGÊNCIA: FLÁVIA VIEIRA
DIA 27 DE AGOSTO - 17h00 -
SAGUÃO ...: PRÓXIMO EVENTO: DIA 27 DE AGOSTO - 17h00 - SAGUÃO DO IL ORQUESTRA DE CÂMARA - OCAM REGÊNCIA: FLÁVIA VIEIRA
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Paul Washer e a Tragédia do Evangelismo Moderno
Uma das maiores tragédias do
evangelismo moderno é que milhares de pessoas acreditam ser salvas quando
não o são. No afã de ver resultados numéricos no seio da igreja, tem-se pregado
que para receber o perdão de Deus basta fazer uma oraçãozinha e aceitá-Lo em seu
coração. Desta forma, incontáveis pessoas "aceitam" o Senhor Jesus em seus
corações e continuam a viver como o diabo, sem evidência nenhuma de que a
redenção realmente ocorreu – e, de fato, realmente não ocorreu.
A primeira razão é muito simples:
este ensinamento não pode ser encontrado em lugar nenhum das Escrituras, ou
seja, não é algo bíblico. A salvação é fruto da vontade soberana de Deus de
redimir o indivíduo, gerando nele o arrependimento e a fé necessários para que
Ele mesmo despeje sobre o pecador a Sua graça.
Em segundo lugar, a salvação é
necessariamente seguida de uma mudança nas inclinações do coração: se quando
perdido a sua tendência natural era buscar a satisfação de sua carne através de
toda sorte de prática pecaminosa, agora o seu coração é inclinado à bondade e a
fazer a vontade de Deus. O redimido passa a amar o que Deus ama e detestar
aquilo que o Senhor detesta. A questão não é ter que deixar de fazer algo por
ter se tornado cristão, mas, tendo sido convertido por Deus, não ter mais prazer
nenhum nas práticas que outrora lhe atraíam tanto. Esta é uma das razões para
desconfiarmos de certos artistas famosos que professam o Senhor Jesus, mas
continuam a desempenhar as mesmas atividades ("profissionais" e pessoais) .
Vale ressaltar que, após ser salvo o
indivíduo não se torna perfeito e fica invulnerável ao pecado. Um cristão
autêntico peca sim. Seja de maneira patente e identificável a olho nu, seja
sutilmente em seus pensamentos e motivações. Contudo, o pecado não se dá da
mesma maneira: o perdido se atira no lamaçal do pecado e nele se deleita; o
salvo cai em pecado, sofre por ter ofendido a Deus e luta contra sua
pecaminosidade.
Na prática do evangelismo é muito
comum encontrarmos pessoas que se declaram cristãs, mas levam uma vida
totalmente destituída de Deus. Nesses casos, não podemos cair na besteira de
dizer que está tudo bem e que “Deus ama a todos e tem um plano maravilhoso para
sua vida.” Esse não é o momento para paz e graça, mas para confronto e lei. É o
momento de glorificar a Deus confrontando o indivíduo com a verdade:
“Nem todo o que me diz:
Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu
Pai, que está nos céus.”
Mateus
7:21
“Se dissermos que
temos comunhão com ele, e andarmos nas trevas, mentimos, e não praticamos a
verdade; mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com
os outros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado. Se
dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade
não está em nós.
Se confessarmos os
nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e
nos
purificar de toda
injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a
sua palavra não está em nós.”
1 João
1:6-10
Minha
oração é que o Senhor seja o seu bem mais precioso nesta vida, que Ele seja o ar
que você respira e que os seus pensamentos, palavras e ações sejam agradáveis a
Deus.
Deus o abençoe em nome de
Jesus,
segunda-feira, 2 de abril de 2012
quinta-feira, 29 de março de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012

"O insustentável preconceito do ser!" de Rosana Jatobá
Era o admirável mundo novo! Recém-chegada de Salvador, vinha a convite de uma emissora de TV, para a qual já trabalhava como repórter. Solícitos, os colegas da redação paulistana se empenhavam em promover e indicar os melhores programas de lazer e cultura, onde eu abastecia a alma de prazer e o intelecto de novos conhecimentos.
Era o admirável mundo civilizado! Mentes abertas com alto nível de educação formal. No entanto, logo percebi o ruído no discurso:
- Recomendo um passeio pelo nosso "Central Park", disse um repórter. Mas evite ir ao Ibirapuera nos domingos, porque é uma baianada só!
-Então estarei em casa, repliquei ironicamente.
-Ai, desculpa, não quis te ofender. É força de expressão. Tô falando de um tipo de gente.
-A gente que ajudou a construir as ruas e pontes, e a levantar os prédios da capital paulista?
-Sim, quer dizer, não! Me refiro às pessoas mal-educadas, que falam alto e fazem "farofa" no parque.
-Desculpe, mas outro dia vi um paulistano que, silenciosamente, abriu a janela do carro e atirou uma caixa de sapatos.
-Não me leve a mal, não tenho preconceitos contra os baianos. Aliás, adoro a sua terra, seu jeito de falar....
De fato, percebo que não existe a intenção de magoar. São palavras ou expressões que , de tão arraigadas, passam despercebidas, mas carregam o flagelo do preconceito. Preconceito velado, o que é pior, porque não mostra a cara, não se assume como tal. Difícil combater um inimigo disfarçado.
Descobri que no Rio de Janeiro, a pecha recai sobre os "Paraíba", que, aliás, podem ser qualquer nordestino. Com ou sem a "Cabeça chata", outra denominação usada no Sudeste para quem nasce no Nordeste.
Na Bahia, a herança escravocrata até hoje reproduz gestos e palavras que segregam. Já testemunhei pessoas esfregando o dedo indicador no braço, para se referir a um negro, como se a cor do sujeito explicasse uma atitude censurável.
Numa das conversas que tive com a jornalista Miriam Leitão, ela comentava:
-O Brasil gosta de se imaginar como uma democracia racial, mas isso é uma ilusão. Nós temos uma marcha de carnaval, feita há 40 anos, cantada até hoje. E ela é terrível. Os brancos nunca pensam no que estão cantando. A letra diz o seguinte:
"O teu cabelo não nega, mulata
Porque és mulata na cor
Mas como a cor não pega, mulata
Mulata, quero o teu amor".
"É ofensivo", diz Miriam. Como a cor de alguém poderia contaminar, como se fosse doença? E as pessoas nunca percebem.
A expressão "pé na cozinha", para designar a ascendência africana, é a mais comum de todas, e também dita sem o menor constragimento. É o retorno à mentalidade escravocrata, reproduzindo as mazelas da senzala.
O cronista Rubem Alves publicou esta semana na Folha de São Paulo um artigo no qual ressalta:
"Palavras não são inocentes, elas são armas que os poderosos usam para ferir e dominar os fracos. Os brancos norte-americanos inventaram a palavra 'niger' para humilhar os negros. Criaram uma brincadeira que tinha um versinho assim:
'Eeny, meeny, miny, moe, catch a niger by the toe'...que quer dizer, agarre um crioulo pelo dedão do pé (aqui no Brasil, quando se quer diminuir um negro, usa-se a palavra crioulo).
Em denúncia a esse uso ofensivo da palavra , os negros cunharam o slogan 'black is beautiful'. Daí surgiu a linguagem politicamente correta. A regra fundamental dessa linguagem é nunca usar uma palavra que humilhe, discrimine ou zombe de alguém".
Será que na era Obama vão inventar "Pé na Presidência", para se referir aos negros e mulatos americanos de hoje?
A origem social é outro fator que gera comentários tidos como "inofensivos" , mas cruéis. A Nação que deveria se orgulhar de sua mobilidade social, é a mesma que o picha o próprio Presidente de torneiro mecânico, semi-analfabeto. Com relação aos empregados domésticos, já cheguei a ouvir:
- A minha "criadagem" não entra pelo elevador social !
E a complacência com relação aos chamamentos, insultos, por vezes humilhantes, dirigidos aos homossexuais ? Os termos bicha, bichona, frutinha, biba, "viado", maricona, boiola e uma infinidade de apelidos, despertam risadas. Quem se importa com o potencial ofensivo?
Mulher é rainha no dia oito de março. Quando se atreve a encarar o trânsito, e desagrada o código masculino, ouve frequentemente:
- Só podia ser mulher! Ei, dona Maria, seu lugar é no tanque!
Dependendo do tom do cabelo, demonstrações de desinformação ou falta de inteligência, são imediatamente imputadas a um certo tipo feminino:
-Só podia ser loira!
Se a forma de administrar o próprio dinheiro é poupar muito e gastar pouco:
- Só podia ser judeu!
A mesma superficialidade em abordar as características de um povo se aplica aos árabes. Aqui, todos eles viram turcos. Quem acumula quilos extras é motivo de chacota do tipo: rolha de poço, polpeta, almôndega, baleia ...
Gosto muito do provérbio bíblico, legado do Cristianismo: "O mal não é o que entra, mas o que sai da boca do homem".
Invoco também a doutrina da Física Quântica, que confere às palavras o poder de ratificar ou transformar a realidade. São partículas de energia tecendo as teias do comportamento humano.
A liberdade de escolha e a tolerância das diferenças resumem o Princípio da Igualdade, sem o qual nenhuma sociedade pode ser Sustentável.
O preconceito nas entrelinhas é perigoso, porque , em doses homeopáticas, reforça os estigmas e aprofunda os abismos entre os cidadãos. Revela a ignorancia e alimenta o monstro da maldade.
Até que um dia um trabalhador perde o emprego, se torna um alcóolatra, passa a viver nas ruas e amanhece carbonizado:
-Só podia ser mendigo!
No outro dia, o motim toma conta da prisão, a polícia invade, mata 111 detentos, e nem a canção do Caetano Veloso é capaz de comover:
-Só podia ser bandido!
Somos nós os responsáveis pela construção do ideal de civilidade aqui em São Paulo, no Rio, na Bahia, em qualquer lugar do mundo. É a consciência do valor de cada pessoa que eleva a raça humana e aflora o que temos de melhor para dizer uns aos outros.
PS: Fui ao Ibirapuera num domingo e encontrei vários conterrâneos.
Rosana Jatobá - jornalista, graduada em Direito e Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, e mestranda em gestão e tecnologias ambientais da Universidade de São Paulo.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Estamos com Fome de AMOR!

Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plasticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer mas... chegam sozinhas e saem sozinhas...
Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos...
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dancer", incrível.
E não é só sexo não! Se fosse, era resolvido fácil, alguém tem dúvida?
Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo!
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama ... sexo de academia . . .
Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçadinhos, sem se preocuparem com as posições cabalisticas...
Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção...
Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós...
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos "ORKUT", "PAR-PERFEITO" e tantos outros, veja o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra viver sozinho!"
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis, se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal "beleza"...
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez mais sozinhos...
Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário...
Pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa...
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, familias preconceituosas...
Alô gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados...
Mas e daí? Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado...
"Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor...
Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais...
Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem a ver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida...
E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois...
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza ?
Um ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele... E, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele?"
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens e ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado...
O que realmente, não dá é para continuarmos achando que viver é out... ou in...
Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas, maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda, na TV, e também na playboy e nos banheiros, eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos, gostamos sim de olhar, e imaginar a gostosa, mas é só isso, as mulheres inteligentes entendem e compreendem isso.
Queira do seu lado a mulher inteligente: "Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida"...
Porque ter medo de dizer isso, porque ter medo de dizer: "amo você", "fica comigo", então não se importe com a opinião dos outros, seja feliz!
Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo!
Arnaldo Jabor
De: Vivendo, amando e aprendendo
domingo, 16 de outubro de 2011
Qual é seu MEDO?

NOSSO MAIOR MEDO NÃO É SERMOS INADEQUADOS. NOSSO
MAIOR MEDO É QUE NÓS SOMOS PODEROSOS ALÉM DO QUE
PODEMOS IMAGINAR.
É NOSSA LUZ, NÃO NOSSA ESCURIDÃO, QUE MAIS NOS ASSUSTA.
NÓS NOS PERGUNTAMOS : "QUEM SOU EU PARA SER BRILHANTE,
LINDO, TALENTOSO, FABULOSO?".
NA VERDADE, QUEM É VOCÊ PARA NÃO SER? VOCÊ É UM FILHO DE
DEUS.
VOCÊ PENSANDO PEQUENO NÃO AJUDA O MUNDO. NÃO HÁ
NENHUMA BONDADE EM VOCÊ SE DIMINUIR, RECUAR PARA QUE
OUTROS NÃO SE SINTAM INSEGUROS AO SEU REDOR.
TODOS NÓS FOMOS FEITOS PARA BRILHAR, COMO CRIANÇAS
BRILHAM. NÓS NASCEMOS PARA MANIFESTAR A GLÓRIA DE DEUS
DENTRO DE NÓS. NÃO É SOMENTE EM ALGUNS DE NÓS; É EM
TODOS.
E ENQUANTO PERMITIMOS QUE NOSSA PRÓPRIA LUZ BRILHE, NÓS
INCONSCIENTEMENTE DAMOS PERMISSÃO A OUTROS PARA FAZER
O MESMO.
QUANDO NÓS NOS LIBERTAMOS DO NOSSO PRÓPRIO MEDO, NOSSA
PRESENÇA AUTOMATICAMENTE LIBERTARÁ OUTROS.
(Nelson Mandela, no discurso de posse como
presidente da África do Sul).
sábado, 15 de outubro de 2011
Entrevista de Rodolfo Abrantes publicada na Edição 61 da Rolling Stone Brasil Outubro/2011

No último mês de maio, em um pequeno palco sob uma tenda em uma rua residencial da cidade de Araucária, Paraná, Rodolfo Abrantes era o convidado especial do aniversário da Igreja Bola de Neve local. Enquanto o Raimundos, sua ex-banda, se apresentavam para cerca de 45 mil pessoas a 30 quilômetros dali, em Curitiba, Rodolfo se postava diante de aproximadamente 200 pessoas, em uma estrutura semelhante à de uma festa junina, com lona colorida e espetinhos de carne à venda para o público. Rodolfo tocou até quando a chuva permitiu – depois, a água acabou desligando os equipamentos. Antes disso, botou para pular algumas dezenas de adolescentes sem medo da chuva, com “Minha Maior Riqueza”, do álbum Santidade ao Senhor (2006), e “Saudade de Casa”, de Enquanto É Dia (2007).
“O Rodolfo dos Raimundos morreu aos 27 anos”, decreta ele próprio, quando o encontro pela terceira vez em um mês, agora em São Paulo, sete dias após a morte de Amy Winehouse. Relembrando como o vi na outra ocasião, se apresentando em um palco simples no interior paranaense, aquela sentença faz todo sentido. Embora as roupas deste até coubessem naquele dos anos 90 – jaqueta preta de náilon, blusa de flanela xadrez, calça jeans e botas –, ali, sob frio e chuva, cantando sobre o que Deus fez em sua vida, fica evidente que o Rodolfo do Raimundos não existe mais. Então, quem é esse homem com físico de atleta, tatuagem forrando os braços e subindo pelo pescoço, guitarra pendurada quase na altura dos joelhos, que canta versos como “Só Jesus faz meu dia melhor/ Tu és o motivo de me sentir cada vez mais vivo/ Te chamo de pai, tu és tudo o que eu preciso/ Rei eterno e meu Deus vivo”?
Rodolfo Abrantes é hoje um missionário. Aos 39 anos, é membro da Igreja Bola de Neve em Balneário Camboriú (SC), onde mora. Cita trechos da Bíblia com a facilidade de um teólogo veterano. Passa os finais de semana na estrada, acompanhado por sua banda atual e, na maioria das vezes, pela esposa, Alexandra, com quem está casado há dez anos. Desde então, tem o rock como um veículo para falar de Jesus. Durante a semana, pega onda e, sempre que precisa, realiza voluntariamente os cultos das quartas-feiras na igreja local. Para sua fase “zen-cristã-surfista”, a cidade do litoral catarinense é o cenário ideal. Seu sustento vem das vendas de CDs, cachês das apresentações e contribuições voluntárias das igrejas onde toca.
Encontro Rodolfo pela segunda vez em um sábado, 2 de julho, descarregando os próprios equipamentos em uma entrada lateral da Bola de Neve, em Curitiba. Ao seu lado, estão o baixista Victor Pradella, de longos dreadlocks, o baterista Anderson Kuehne “Xexéu” (“meus melhores amigos”, ele diria mais tarde) e um cinegrafista que registrou três dias na vida do ex-Raimundos para um programa de TV. Rodolfo e a banda são os convidados do aniversário de cinco anos do motoclube da igreja, com foco em ação social e na evangelização de seus pares.
Enquanto a igreja enche lá fora, Rodolfo relaxa jogando videogame no backstage. Victor, Xexéu e um amigo de Rodolfo, vindo de Camboriú, se revezam em partidas de Pro Evolution Soccer. Quando Rodolfo assume o joystick, os amigos se preparam para rir. Xexéu alerta: “Ele costuma ficar nervoso quando joga”. Com a seleção brasileira da Copa do Mundo de 2006, o vocalista enfrenta a Argentina. “O Gilberto Silva é uma velha”, solta, enquanto vê o meio-campo argentino botar na roda o brasileiro. A Argentina faz 1 a 0 e Victor e Xexéu gargalham. Mesmo com a derrota, a tensão se vai assim que o jogo acaba – depois do show, Rodolfo retoma o game e, enfim, vence os rivais. Antes de subirem ao palco, os três se juntam para uma última oração.
No show, Rodolfo intercala as músicas com mensagens rápidas à audiência: “Que a altura da nossa alegria seja proporcional à autenticidade da nossa adoração”. Ao sentir o clima favorável, após um tempo cantando o verso “Deus, vem derramar tua vida em mim”, ele olha para Victor e diz, duas vezes: “É agora”. Ali, se desfaz da guitarra e inicia a pregação, na qual repassa a sua história e aponta para os céus.
Nascido em 20 de setembro de 1972, no Distrito Federal, Rodolfo Gonçalves Leite de Abrantes cresceu em uma cidade cuja identidade ainda estava em formação. Filho de médicos paraibanos que migraram para a capital do país a fim de concluírem os estudos, ele estava fora do padrão: não tinha pais políticos ou diplomatas. O orgulho de ser brasiliense veio com a geração roqueira local, que ele viu nascer a algumas quadras da sua casa (em frente à do amigo guitarrista Digão), em um bar chamado Gilbertinho. Dali até o Raimundos, foi um pulo.
“Tudo o que sabiam de mim era ‘Rodolfo dos Raimundos’. E aquela coisa louca... parecia que eu era aquilo. Só que eu não era aquilo, eu tinha me tornado aquilo”, ele diz. “Fiquei muito diferente do que eu estava, não do que eu era. Porque aquele dos Raimundos não era o que eu era, mas o que eu estava.” Sentado no confortável sofá do backstage, ele se esforça para se explicar. “Deus foi me transformando; ele transforma a gente de dentro para fora. Então, hoje sou diferente do que eu estava, mas não estou diferente do que eu era.” A saída de Rodolfo do posto de frontman do Raimundos se deu uns cinco meses após sua entrada para a igreja, em 2001. E a tempestade de críticas deixou-o de guarda armada em um primeiro momento. “[À época] eu não dava entrevista, eu fazia a minha defesa. Eu estava num tribunal sendo acusado de ter traído o rock”, ele lembra, emendando uma pergunta com uma resposta. “Meu, eu não posso fazer o que eu quiser da minha vida? Não, pelo jeito não."
“O Rodolfo dos Raimundos morreu aos 27 anos”, decreta ele próprio, quando o encontro pela terceira vez em um mês, agora em São Paulo, sete dias após a morte de Amy Winehouse. Relembrando como o vi na outra ocasião, se apresentando em um palco simples no interior paranaense, aquela sentença faz todo sentido. Embora as roupas deste até coubessem naquele dos anos 90 – jaqueta preta de náilon, blusa de flanela xadrez, calça jeans e botas –, ali, sob frio e chuva, cantando sobre o que Deus fez em sua vida, fica evidente que o Rodolfo do Raimundos não existe mais. Então, quem é esse homem com físico de atleta, tatuagem forrando os braços e subindo pelo pescoço, guitarra pendurada quase na altura dos joelhos, que canta versos como “Só Jesus faz meu dia melhor/ Tu és o motivo de me sentir cada vez mais vivo/ Te chamo de pai, tu és tudo o que eu preciso/ Rei eterno e meu Deus vivo”?
Rodolfo Abrantes é hoje um missionário. Aos 39 anos, é membro da Igreja Bola de Neve em Balneário Camboriú (SC), onde mora. Cita trechos da Bíblia com a facilidade de um teólogo veterano. Passa os finais de semana na estrada, acompanhado por sua banda atual e, na maioria das vezes, pela esposa, Alexandra, com quem está casado há dez anos. Desde então, tem o rock como um veículo para falar de Jesus. Durante a semana, pega onda e, sempre que precisa, realiza voluntariamente os cultos das quartas-feiras na igreja local. Para sua fase “zen-cristã-surfista”, a cidade do litoral catarinense é o cenário ideal. Seu sustento vem das vendas de CDs, cachês das apresentações e contribuições voluntárias das igrejas onde toca.
Encontro Rodolfo pela segunda vez em um sábado, 2 de julho, descarregando os próprios equipamentos em uma entrada lateral da Bola de Neve, em Curitiba. Ao seu lado, estão o baixista Victor Pradella, de longos dreadlocks, o baterista Anderson Kuehne “Xexéu” (“meus melhores amigos”, ele diria mais tarde) e um cinegrafista que registrou três dias na vida do ex-Raimundos para um programa de TV. Rodolfo e a banda são os convidados do aniversário de cinco anos do motoclube da igreja, com foco em ação social e na evangelização de seus pares.
Enquanto a igreja enche lá fora, Rodolfo relaxa jogando videogame no backstage. Victor, Xexéu e um amigo de Rodolfo, vindo de Camboriú, se revezam em partidas de Pro Evolution Soccer. Quando Rodolfo assume o joystick, os amigos se preparam para rir. Xexéu alerta: “Ele costuma ficar nervoso quando joga”. Com a seleção brasileira da Copa do Mundo de 2006, o vocalista enfrenta a Argentina. “O Gilberto Silva é uma velha”, solta, enquanto vê o meio-campo argentino botar na roda o brasileiro. A Argentina faz 1 a 0 e Victor e Xexéu gargalham. Mesmo com a derrota, a tensão se vai assim que o jogo acaba – depois do show, Rodolfo retoma o game e, enfim, vence os rivais. Antes de subirem ao palco, os três se juntam para uma última oração.
No show, Rodolfo intercala as músicas com mensagens rápidas à audiência: “Que a altura da nossa alegria seja proporcional à autenticidade da nossa adoração”. Ao sentir o clima favorável, após um tempo cantando o verso “Deus, vem derramar tua vida em mim”, ele olha para Victor e diz, duas vezes: “É agora”. Ali, se desfaz da guitarra e inicia a pregação, na qual repassa a sua história e aponta para os céus.
Nascido em 20 de setembro de 1972, no Distrito Federal, Rodolfo Gonçalves Leite de Abrantes cresceu em uma cidade cuja identidade ainda estava em formação. Filho de médicos paraibanos que migraram para a capital do país a fim de concluírem os estudos, ele estava fora do padrão: não tinha pais políticos ou diplomatas. O orgulho de ser brasiliense veio com a geração roqueira local, que ele viu nascer a algumas quadras da sua casa (em frente à do amigo guitarrista Digão), em um bar chamado Gilbertinho. Dali até o Raimundos, foi um pulo.
“Tudo o que sabiam de mim era ‘Rodolfo dos Raimundos’. E aquela coisa louca... parecia que eu era aquilo. Só que eu não era aquilo, eu tinha me tornado aquilo”, ele diz. “Fiquei muito diferente do que eu estava, não do que eu era. Porque aquele dos Raimundos não era o que eu era, mas o que eu estava.” Sentado no confortável sofá do backstage, ele se esforça para se explicar. “Deus foi me transformando; ele transforma a gente de dentro para fora. Então, hoje sou diferente do que eu estava, mas não estou diferente do que eu era.” A saída de Rodolfo do posto de frontman do Raimundos se deu uns cinco meses após sua entrada para a igreja, em 2001. E a tempestade de críticas deixou-o de guarda armada em um primeiro momento. “[À época] eu não dava entrevista, eu fazia a minha defesa. Eu estava num tribunal sendo acusado de ter traído o rock”, ele lembra, emendando uma pergunta com uma resposta. “Meu, eu não posso fazer o que eu quiser da minha vida? Não, pelo jeito não."
Você continua lendo esta matéria na edição 61 da Rolling Stone Brasil, outubro/2011
Fonte: http://rollingstone.com.br/edicao/edicao-61/divina-intervencao
terça-feira, 19 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Poema em linha reta
Fernando Pessoa
(Álvaro de Campos)
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
(Álvaro de Campos)
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Seja mais de Deus e menos de Você!

se não consegue extinguir, pelo menos diminua sua expectativa em relação aos outros. Amar, pressupões aceitar a pessoa como ela é;
…tem algo para resolver, resolva. Não guarde, não espere o outro falar, tome a iniciativa abra o diálogo. Não espere que o outro perceba ou interprete o que você sente. Procure e fale;
...ouça com atenção, inclusão e silêncio. Inclua o outro através de uma “escutatória” que acolha de fato o que se está dizendo. Quem só sabe falar, não está preparado para se relacionar;
…seja pródigo(a) em elogios e econômico(a)em críticas. A legitimidade para criticar vem de uma caminhada de presença e reconhecimento. E ninguém aguenta um crítico de plantão;
…aprenda com as dificuldades e defeitos, mas minimize o impacto disso, enquanto forem menores do que as virtudes. E são menores. Não deixe de aprender com sua própria dificuldade e a do outro, mas minimize;
…saiba que toda situação é transitória, tanto as boas, quanto as ruins. Sua decisão de como vai passar por ela determinará seu sucesso ou insucesso, independente da circunstância. E a busca pelo “sucesso interior” é sempre a melhor decisão. “Não importa o que a vida fez com você, mas o que você faz com o que a vida fez com você”;
…não lamente o passado. Aprenda, mas não faça dele um fantasma que imobiliza e assombra sua relação presente ou o presente de tua relação;
…não esconda coisas profundas de pessoas com as quais quer estabelecer relacionamentos profundos. O diabo domina as sombras, mas Jesus é o Senhor da luz. Traga as coisas para a luz, confesse, elucide, conte. Elimine a possibilidade do outro “descobrir” algo sem ser por você mesmo(a);
…considere que o futuro do pretérito e o pretérito do subjuntivo não existem e, quando os inserimos em nossas vidas, vivemos lamentado o que “poderia ter sido”. Se poderia, não foi. Se poderia, não pode mais… Afirmações como “se você tivesse”, “se você fizesse” fazem muito mal. “Se” não existe;
…emancipe o outro. Que o outro seja uma pessoa melhor por estar com você, do que seria se não se relacionasse contigo. Quer ser uma pessoa melhor, faça do outro um “outro” melhor;
…nunca se familiarize com detalhes que, apesar de detalhes, são importantes. Fale sempre: “por favor” e “obrigado”; Bastante: elogios e expressões de carinho; De vez em quando: escreva uma carta pessoal;
… seja cordial e educado(a) com todos. Trate gente como gente deve ser tratada. Qual o nome do porteiro do seu prédio, de seu vizinho, do garçom que sempre te atende? Certamente o nome de seu chefe você sabe né?! Pergunte o nome, olhe nos olhos, aperte a mão com firmeza e singeleza.
…tem algo para resolver, resolva. Não guarde, não espere o outro falar, tome a iniciativa abra o diálogo. Não espere que o outro perceba ou interprete o que você sente. Procure e fale;
...ouça com atenção, inclusão e silêncio. Inclua o outro através de uma “escutatória” que acolha de fato o que se está dizendo. Quem só sabe falar, não está preparado para se relacionar;
…seja pródigo(a) em elogios e econômico(a)em críticas. A legitimidade para criticar vem de uma caminhada de presença e reconhecimento. E ninguém aguenta um crítico de plantão;
…aprenda com as dificuldades e defeitos, mas minimize o impacto disso, enquanto forem menores do que as virtudes. E são menores. Não deixe de aprender com sua própria dificuldade e a do outro, mas minimize;
…saiba que toda situação é transitória, tanto as boas, quanto as ruins. Sua decisão de como vai passar por ela determinará seu sucesso ou insucesso, independente da circunstância. E a busca pelo “sucesso interior” é sempre a melhor decisão. “Não importa o que a vida fez com você, mas o que você faz com o que a vida fez com você”;
…não lamente o passado. Aprenda, mas não faça dele um fantasma que imobiliza e assombra sua relação presente ou o presente de tua relação;
…não esconda coisas profundas de pessoas com as quais quer estabelecer relacionamentos profundos. O diabo domina as sombras, mas Jesus é o Senhor da luz. Traga as coisas para a luz, confesse, elucide, conte. Elimine a possibilidade do outro “descobrir” algo sem ser por você mesmo(a);
…considere que o futuro do pretérito e o pretérito do subjuntivo não existem e, quando os inserimos em nossas vidas, vivemos lamentado o que “poderia ter sido”. Se poderia, não foi. Se poderia, não pode mais… Afirmações como “se você tivesse”, “se você fizesse” fazem muito mal. “Se” não existe;
…emancipe o outro. Que o outro seja uma pessoa melhor por estar com você, do que seria se não se relacionasse contigo. Quer ser uma pessoa melhor, faça do outro um “outro” melhor;
…nunca se familiarize com detalhes que, apesar de detalhes, são importantes. Fale sempre: “por favor” e “obrigado”; Bastante: elogios e expressões de carinho; De vez em quando: escreva uma carta pessoal;
… seja cordial e educado(a) com todos. Trate gente como gente deve ser tratada. Qual o nome do porteiro do seu prédio, de seu vizinho, do garçom que sempre te atende? Certamente o nome de seu chefe você sabe né?! Pergunte o nome, olhe nos olhos, aperte a mão com firmeza e singeleza.
Tirado do Blog: http://switchfanro.blogspot.com/
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Tudo o que pedirdes em oração, crede que o tendes recebido, e tê-lo-eis. (Mc 11.24.)
Quando meu filho tinha uns dez anos, a avó prometeu-lhe um álbum de selos para o Natal. Chegou o Natal, mas nada do álbum, e nenhuma linha da vovó. Contudo, o assunto não foi comentado; mas quando os amiguinhos vieram ver seus presentes, fiquei surpresa — depois de ter enumerado os vários presentes recebidos, ele acrescen¬tou: "E um álbum de selos, da vovó".
Depois de ouvir isto por diversas vezes, chamei-o e disse-lhe: "Mas Jorginho, você não recebeu o álbum. Por que está falando assim?". Houve um olhar de surpresa em seu rosto, como se estivesse achando estranho que eu lhe fizesse aquela pergunta. E respondeu: "Bem, mamãe, mas se a vovó disse que manda, é a mesma coisa." Eu não tive o que dizer.
Passou-se um mês, e nada se ouviu do álbum. Um dia, finalmente, pensando em meu coração por que o álbum não teria vindo, eu lhe disse, para provar sua fé:
"Jorginho, eu acho que a vovó se esqueceu da promessa."
"Não, mamãe," disse ele com firmeza, "não esqueceu, não."
Olhei para a carinha confiante, que por um momento ficou séria e grave, como se ele estivesse considerando no íntimo a possibilidade do que eu havia sugerido. A seguir seu rosto ilumi¬nou-se e ele me disse:
"Mamãe, será que não seria bom eu escrever para a vovó, agradecendo o álbum?"
"Não sei," respondi, "pode escrever."
Uma rica verdade espiritual começou a raiar no meu horizonte. Em poucos minutos uma cartinha estava pronta e encaminhada ao correio. E lá foi ele assobiando, confiante na vovó. Poucos dias depois chegou uma carta, dizendo:
"Querido Jorginho, não me esqueci da promessa. Procurei um álbum como você queria, mas não o encontrei. Então encomendei um de Nova York, mas só chegou depois do Natal, e ainda não era como você queria. Já pedi outro, mas como ainda não chegou, mando-lhe agora o dinheiro para comprar um aí. Com amor, a Vovó."
Enquanto lia a carta, estampava no rosto um ar de vitória. "Está vendo, mamãe, eu não lhe disse?" E esta frase saía do fundo de um coração que não duvidara, e que em esperança crera "contra a esperança", que o álbum viria. Enquanto ele confiava, a vovó trabalhava, e no tempo próprio, a fé tornou-se vista.
É tão próprio de nós, seres humanos, querermos ver imediata-mente a resposta de Deus, quando agimos baseados nas suas promessas. Mas o Salvador disse a Tome e a todos os que, como ele, também duvidam:
Depois de ouvir isto por diversas vezes, chamei-o e disse-lhe: "Mas Jorginho, você não recebeu o álbum. Por que está falando assim?". Houve um olhar de surpresa em seu rosto, como se estivesse achando estranho que eu lhe fizesse aquela pergunta. E respondeu: "Bem, mamãe, mas se a vovó disse que manda, é a mesma coisa." Eu não tive o que dizer.
Passou-se um mês, e nada se ouviu do álbum. Um dia, finalmente, pensando em meu coração por que o álbum não teria vindo, eu lhe disse, para provar sua fé:
"Jorginho, eu acho que a vovó se esqueceu da promessa."
"Não, mamãe," disse ele com firmeza, "não esqueceu, não."
Olhei para a carinha confiante, que por um momento ficou séria e grave, como se ele estivesse considerando no íntimo a possibilidade do que eu havia sugerido. A seguir seu rosto ilumi¬nou-se e ele me disse:
"Mamãe, será que não seria bom eu escrever para a vovó, agradecendo o álbum?"
"Não sei," respondi, "pode escrever."
Uma rica verdade espiritual começou a raiar no meu horizonte. Em poucos minutos uma cartinha estava pronta e encaminhada ao correio. E lá foi ele assobiando, confiante na vovó. Poucos dias depois chegou uma carta, dizendo:
"Querido Jorginho, não me esqueci da promessa. Procurei um álbum como você queria, mas não o encontrei. Então encomendei um de Nova York, mas só chegou depois do Natal, e ainda não era como você queria. Já pedi outro, mas como ainda não chegou, mando-lhe agora o dinheiro para comprar um aí. Com amor, a Vovó."
Enquanto lia a carta, estampava no rosto um ar de vitória. "Está vendo, mamãe, eu não lhe disse?" E esta frase saía do fundo de um coração que não duvidara, e que em esperança crera "contra a esperança", que o álbum viria. Enquanto ele confiava, a vovó trabalhava, e no tempo próprio, a fé tornou-se vista.
É tão próprio de nós, seres humanos, querermos ver imediata-mente a resposta de Deus, quando agimos baseados nas suas promessas. Mas o Salvador disse a Tome e a todos os que, como ele, também duvidam:
"Bem-aventurados os que não viram e creram". — Mrs. Rounds
Tirado lo Livro: Mananciais no Deserto
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Te Louvo em Verdade(Acustico e ao Vivo)
(Martin Valverde)
Mesmo na tempestade, mesmo que se agite o mar
Te louvo, te louvo em verdade
mesmo longe dos meus, mesmo na solidão
Te louvo, te louvo em verdade
Pois somente tenho a ti, tu és a minha herança
Te louvo, te louvo em verdade (2x)
Mesmo que me falte as palavras, mesmo que eu não saiba louvar
Te louvo, te louvo em verdade
Mesmo que me falte as palavras, ainda que eu não saiba louvar
Te louvo, te louvo em verdade
Pois somente tenho a ti, tu és a minha herança
Te louvo, te louvo em verdade.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)


